sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Noites Sem Fim

As horas que não passam
Os dias são todos iguais
As noites que passei em claro
Por um alguém que não volta mas

As ruas quase escuras
Iluminado por faróis de carros
Que não param de passar
Enquanto essa noite não acabar

Eu não quero, mais ficar
Eu não quero, mais sofre
Prefiro me mudar e tudo esquecer


A cidade é pequena demais
Eu não sei pra onde ir
Eu me perco (eu me escondo)
Pelos os meus mesmos
Que um dia segui

A cidade é pequena demais
Eu não consigo me esconder
Aonde olho só vejo você

Eu não quero, mais ficar
Eu não quero, mais sofrer
Prefiro me mudar e tudo esquecer

São 3 horas da manhã
Tudo esta fora do ar

Eu não quero, mais ficar
Eu não quero, mais sofrer
Nessas noites sem fim

Rogério
Silva

domingo, 23 de agosto de 2009

Céu Cinzento

Eu ouço vozes
Mas não vejo ninguém
Eu fecho a porta
Pro frio não entrar

A luz se apaga de repente
Eu fico só
Num quarto quente
Olhando as estrelas brilharem

Um céu cinzento
Uma cinza no cinzeiro
Uma cara embriagada
Olhando no espelho

Uma garrafa de vinho
Caída no chão
Um cálice quebrado
Sangrando em minhas mãos

Uma poesia sem rima
Com versos de uma canção
Um fruto proibido
Passando de mão em mão


Um céu cinzento
Uma cinza no cinzeiro
Uma cara embriagada
Olhando no espelho
Rogério Silva

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Sem Rumo Certo

Eu ando sozinho
Sem direção
Eu ando sozinho
Pela contra mão
Eu ando sozinho
Cortando os caminhos
Seguindo a trilha do meu coração


No frio do inverno no calor do verão
Atravessando o mundo da imaginação
Voando feito um pássaro (livre)


Olho para céu
Azul cor do mar
Olho para céu
E vejo as estrelas brilhar

Mas eu ando sozinho
E nem sei quando vou parar

Atravessando os mares e desertos
Sem parada e sem caminho certo
Até o infinito, até o infinito


Eu ganho asas
Para poder voar
Feito um anjo, pra ti salvar
Para me salvar, para nós salvar

Mas eu ando sozinho
E sempre andei sozinho
Sem rumo certo, sem destino
E nem sei quando vou parar


Rogério Silva

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

?Tudo tem Explicação?

Igrejas protestantes
Protestando contra a vida
Filmes sem fim
Corrida sem partida

Telefone mudo
Não ti da recados
As luzes que não se acendem
Quando o escuro esta por todos os lados

Eu estou confuso
Eu não sei que horas são?
? Será que tudo tem explicação

Os relógios estão parados
Os religiosos estão calados
Guerra santa em toda esquina
Proliferando paz, sem harmonia

Câmeras escondidas
Filmando por toda a cidade
Computadores computando
Os movimentos de cada cidade

Eu estou confuso
? Eu não sei que horas são
Será que tudo tem explicação?

? Será que tudo tem explicação?

Rogério
Silva

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Palavras aos Ventos

Devido alguns problemas que acontecem em nossos caminhos, como a gripe suína, a crise, entre outras coisas...rsrrs...vou postar umas canções que escrevi a muito tempo atrás, são todas simples mas são de coração. Mas já estou trabalhando em uma nova stória que logo irei postar...enquanto isso espero que gostem das letras das canções que irei postar aqui...

Palavras aos Ventos
Olhando o horizonte
Sabendo que você
Não está lá
Olhando para escuridão
Sabendo que a luz
Não ilumina
Além do horizonte, que você vê
Palavras ditas aos ventos
Sentimentos que não sentiu
Olhando o horizonte
Pensando em tudo, que não aconteceu
Tendo o silencio como respostas
Das perguntas que você se faz
Palavras ditas aos ventos
Sentimentos que não sentiu
Palavras ditas aos ventos
Sentimentos que nunca existiu...
Rogério Silva

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Diário de um Sobrevivente parte 12 FINAL

Como uma luz que se apaga de repente, Marcos fechou o diário. Varias coisas passaram por tua cabeça, mas ele recusava e pensar a respeito.
Marcos fechou os olhos e abaixo a cabeça por alguns minutos, quando reabriu os olhos, ele olhou para o restante do grupo, os silencio pairava no ar. Várias perguntas ficaram sem resposta.
Marcos se levantou em passos lentos caminhou em direção ao quarto, onde se encontrava o corpo desfalecido do sobrevivente. Todo grupo o seguiu em silencio ninguém sabia o que o líder do grupo iria fazer.
Marcos parou em frente à cama, onde se encontrava corpo, então começou a enrolar o corpo em um lençol, outros dois do grupo o ajudaram, nem o fedor que circulava o ar os deteve. Levaram o corpo para fora da casa onde seria enterrado.
Após o enterro, o silencio predominava entre eles, até que Marcos o líder do grupo quebrou o silencio e disse aos teus companheiros.
- Não consigo encontrar as palavras certas, é difícil descrever o que estou sentido. Esse homem que viveu sozinho durante todos esses anos, nesse novo mundo nunca deixou de lutar.
- São poucas as pessoas que conseguiriam viver isolado. Esse homem denominado “O Sobrevivente” lutou por tua vida, até não poder mais aguentar. Descobriu que a felicidade está nas coisas simples da vida, e que só aprendemos a dar valor as coisas depois que perdemos.
- Tudo que ele passou jamais será esquecido, através do teu diário vamos passar a tua historia para todos que desejam ouvir. Aqui enterrado não se encontra apenas um homem, mas sim O Sobrevivente, um herói alguém que nunca vamos nos esquecer.
Durante algum tempo o silencio reinou no local...
Até que Marcos disse:
-Vamos Desbravadores, descobrir o que esse novo mundo nos espera...

NOTA: Eu agradeço a todos que acompanharam comigo essa storia do Sobrevivente, que tiveram paciência para esperar postar cada parte, aos comentários que elogiaram aos que criticaram. Depois de alguns meses escrevendo hoje chega o fim dessa aventura, que abriu caminhos para outras que logo viram... OBRIGADO...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Diário de um Sobrevivente parte 11

LIVRO 3 RETORNO A ESCURIDÃO

Acordo com o vento batendo na janela. Abro os olhos e percebo que já amanheceu. Essa noite não sonhei com nada, apenas dormir.
O vento que açoitava a janela cessou de repente, por alguns segundos tive a sensação que o tempo parou.
Com muito esforço me levantei da cama e fui em direção a janela, o ferimento da perna ainda anão tinha se cicatrizado e doía toda vez que movimentava a perna. Mas a vontade de realizar esse ato foi maior que a dor. Algo me dizia vá em frente, não desista.
Quando abri a janela, a claridade ofuscou minha visão por alguns segundos. Depois que acostumei com a claridade, e pude ver melhor ao redor eu não acreditava naquilo que meus olhos me mostravam. Pensei que fosse uma alucinação.
Comecei a chorar, mas não era de tristeza, era de alegria, desde que despertei nesse novo mundo, essa foi à melhor coisa que aconteceu.
Quando abri a janela e vi um pássaro, ou melhor, vários, no começo não quis acreditar naquilo que meus olhos estavam vendo. Mas depois cai em si e vi que tudo era real.
Depois de tanto tempo procurando por vida nesse mundo, agora no final da minha vida, consigo realizar esse desejo de encontrar outra espécie de ser vivo. Ouvi os cantos dos pássaros após vários anos escutando apenas o silencio, me fez perceber que por mais que seja algo simples, reconheci como sou pequeno nessa vida.
Passei várias horas admirando o espetáculo da natureza, os pássaros cortando o céu com seus voos, seus cantos, nem percebi o tempo passar.
Talvez essas sejam as ultimas palavras que escrevo no meu diário. Já não tenho, mas forças estou muito fraco. Mas deixo aqui registrado nesse diário minha vida nesse mundo. A stória de único sobrevivente da escuridão
...continua...